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O equilíbrio na doçaria

Segunda-feira, 02.05.16

 

A doçaria da Beira Baixa a que fui habituada na infância era perfeita no equilíbrio entre o doce e o amargo, o seco e o fofo. Os biscoitos, o pão de ló, o bolo de canela, o bolo de mel, o bolo de festas, as filhozes. O sabor perfeito a que eu chamo a poesia doce. A minha avó materna e as minhas tias paternas eram verdadeiras artistas.

E havia a doçaria da Fernanda, os bolos da Beatriz, os bolos da fábrica da Figueira da Foz.

 

Mais tarde provei doçaria conventual e notei o exagero na quantidade de açúcar. Fiquei, no entanto, encantada com os pastéis de Tentúgal (que ganhariam em baixar a quantidade de açúcar no recheio de gemas de ovo), os pastéis de Santa Clara, os ovos moles de Aveiro, as queijadas de Sintra.

 

Há um encantamento geral pelos pastéis de nata e pelos pastéis de Belém. Mas quem, como eu, provou um pastel de nata, de nata mesmo, a cor e o sabor da nata, como fazia a Beatriz, nunca mais se consolará com qualquer outro. Tenho tentado reproduzir a fórmula perfeita da massa e do recheio desses pastéis de nata da infância sem qualquer sucesso. Mas ainda não desisti.

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 12:06


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